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Com seu humor melancólico e, ao mesmo tempo, brutal em sua franqueza, Chester Brown retrata aqui a história de sua adolescência e seu secreto "romance" com a revista Playboy. Uma história de amor, de culpa e de ódio por uma revista.
Seu desenho delicado, enganadoramente ingênuo, e a sutil ousadia do projeto gráfico de suas páginas conseguem, como apenas os mestres conseguiram, retratar o silêncio. Chester Brown usa o nanquim preto como músicos usam o silêncio. Se sua s páginas têm pouco quadrinhos -dois ou três- cada centímetro delas ajuda a contar a história. E faz com tenhamos a certeza que tal história só poderia mesmo ser contada na forma de quadrinhos.
Explorando de maneira até cruel os mais íntimos detalhes de sua própria vida pessoal, Chester Brown acaba revelando talvez algo mais. "Brown põe seu dedo nos mais assustadores detalhes das funções corporais e preconceitos raciais sobre os quais são fundadas religiões e civilizações.", diz o The Village Voice.
O Autor
Chester Brown nasceu em 1960, em Montreal, no Canadá. Ele fez sua estréia em 1972, com uma tira publicada no jornal The St. Lawrence Sun. No entanto, sua entrada no "mercado editorial" aconteceu, mesmo, em 1983, quando vendia gibis da série Yummy Far feitos em xerox numa esquina de Toronto, por 25 centavos de dólar. Em 1986, essa mesma série começou a ser publicada em forma de revista, tornando-se uma das mais duradouras HQs independentes: foi até o número 32, em 1994.
Como quadrinhista, Brown publicou quatro livros: Ed The Happy Clown(1989), A Playboy (1992), I never Liked You (1994) e And The Little Man (1998). Ele já ganhou dois Harvey Awards, como Melhor Cartunista e Melhor Graphic Álbum. Atualmente está produzindo uma biografia do anarquista Louis Riel.
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