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O mês de maio de 1968 na França é um marco político e cultural para o ocidente - mas também uma passagem histórica nublada, confusa, cheia de suposições e pretensos e falsos líderes (Debord, Marcuse ou Cohn-Bendit). Paris: Maio de 68 é o relato mais vívido, sincero e direto que existe sobre esse momento decisivo da história francesa. Produzido pelo grupo inglês Solidarity, a brochura foi publicada na Grã-Bretanha já em junho de 1968. Apesar de não assinada, era um retrato fiel dos acontecimentos que abalaram Paris - cada paralelepípedo, cada muro grafitado, cada panfleto e grito de guerra estão presentes.
Se importando pouco com as manifestações da velha política, Paris: Maio de 68 é um livro preocupado essencialmente com a urgência da vida que desabrochava pelas ruas de Paris. Em Nanterre, na Sorbonne, na fábrica da Renault, nas ruas de toda a capital francesa o mundo veio abaixo numa única grande festa - afinal, como lembram os slogans dos muros, "Operários de todo o mundo, divirtam-se", afinal, "o tédio é contra-revolucionário".
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